sábado, 5 de janeiro de 2008

Eu escuto


Eu sei que podia fazer diferente
Podia ser aleatório
Ou até mesmo putativo
Estou desarmado pela primeira vez

E me sinto leve
Sou vaga lume
Olha-me estrela?
Mande-me um beijo?

To sorrindo verde
Sorrindo para você

Minha garçonete
Ser puro tem lá suas desvantagens
Todo mundo te machuca
Mas eu serei a cura para sua febre
E vou temperar seus sonhos

Renasça!
Crie novas asas e chore de novo
Limpe-se e venha ao meu encontro
O medo não vence, pois lutamos só

E mesmo que nossas preces não alcancem o céu
Eu realizarei um desejo do seu coração
A nossa fábrica de Deus
Fazendo gente do pó

Assopro e crio vida
Crio alegria e saudade

Mas eu já volto
Só vou descansar um pouco

Yuri Rabelo

Um comentário:

Carmo Senna disse...

Quem quer que olhe
e veja! O que seja
De cá.
Tudo é inconstante.
Sorri verde? Sorri
sim, aquarelado.
Pois o mundo de cá,
precisa do mundo daí,
ou de quem vem de lá...

Quem será?
Quem quer que seja
virá.