domingo, 30 de dezembro de 2007

Ar Consumera


E ao menor movimento tudo se transforma
Agora meus sentidos foram aguçados
Não sei qual foi o remédio
Se foi cura ou veneno
Ou se foi a realidade me chamando num canto
Dizendo a mim que amor não machuca
Não trai e não afasta

Talvez esse sentimento nunca existiu
Talvez meus olhos foram cobertos pela magia
Ou pelo encanto

Ou talvez as lembranças só existam dentro de mim
Fruto de sonhos e da minha imaginação
Mostrando então que nada aconteceu de verdade

Encontrei-me com a garçonete
Ela me levou pro desconhecido
Gravei risos, beijos e abraços
Enquanto dançávamos uma pequena valsa
Seu cabelo se embaraçou
Ela sorrindo então me disse que isso tudo era muita intimidade

Já no meu quarto, senti um tornado vindo do ventilador
Analisava piamente cada segundo daquele som
Viajava! Voava feito vaga-lume
Foi então que entendi
Que o vento estava me beijando a boca
Como nunca beijou

Fechou meus olhos
Cobriu meu corpo
E me abraçou

Yuri Rabelo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Socram


Tudo parecia bem estar
No meio dos meus amores me alimentava
Enchia a minha alma com os nutrientes necessários pra a próxima batalha
E ele chega. A sombra do passado

Mesmo que eu corra pra qualquer infinito ela lá vai estar
Ela quer cobrir meu brilho com sua opacidade
Quer matar o sorriso verde
Quer esconder o vaga-lume

Toda aquela carga de energia negativa é absorvida por mim
Penetra em meu ser e esconde minha alegria
Queria tanto chorar
Mas estava sem nenhum ombro

Nessa hora lembrei-me das minhas músicas
Daquilo que estava à minha mão e que me deixa feliz
Ouvi todas com louvor

Por pouco tempo ela permaneceu
E por força maior se foi
Mas levou um grande pedaço de mim
Levou toda aquela minha alegria que até aquele momento eu tinha

Acendo um cigarro escondido
Esse verde ninguém me pode ver fumar

Voltei pra casa
Sem casa, sem beijo e sem abraço

O vento não veio hoje.

Yuri Rabelo

domingo, 16 de dezembro de 2007

Xinef


Como fênix ela apareceu
Cobriu meu canto com sua voz macia
Encheu meio peito de esperança
Ela tem um sorriso conhecido
Já o vi em outras dimensões
Nossos corpos ainda não se cruzaram
Mas eles se atraem com as gargalhadas das nossas histórias

O dia do abraço rodado se aproxima
Em seus braços eu vou estar
E em seus sorrisos vou viajar

Yuri Rabelo

sábado, 15 de dezembro de 2007

dormindo

Enquanto o mundo conspira pro irreal
Eu vivo aqui o natural
Hoje bebi muito
To tonto
Não consigo organizar as palavras
Demoro!
Sim eu demoro
Levo o tempo que for necessário

Não busco arredios
Não busco momentos
Kelly momentos
Kelly beijos

É mais uma
Um no final
Tênue
Ou não
Ainda estou aqui escrevendo com palavras soltas

Quero muito dormir
Quero muito sonhar
Hoje eu transei
Não fiz amor, mas transei
Foi ótimo! Gozei!

Enquanto ela procura de lá
Eu vivo daqui


Yuri Rabelo

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Síntese e Antítese


Tempero sorriso verde olhos calor
Suor gelado saudade amarga
Palavras frias risos falsos
Tempo! Sementes maconha cheiro
Mudanças medos sonhos
Vitória Rio Campinas
Trajetórias vento beijos
Sexo perversão prostituto
Abraços apertados carinho


Yuri Rabelo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Amante (IN)conformado



Mentiras e verdades vão se misturando
Inconformado sofre meu coração
De novo enganado e traído
Devia ser melhor não ser tão empático
Não sentiria nada

Apesar desse sofrimento
Viajo na imensa alegria que se apossou em mim
Não há como descrever a grandeza desse novo rumo

Namoros e desencontros
Um começo bom pra quem começa tudo de novo
Pés descalços e cabelo ao vento
Esse vento que sempre me traz beijos verdes

Em algum lugar a menina estrela olha por mim
Envia-me sinais
Cobre minha áurea de luz e de magia

Enquanto reescrevo meus planos de virada
Fico pensando em quão bom seria
Se os primeiros fossem concluídos

Yuri Rabelo

sábado, 1 de dezembro de 2007

Meus Amores


Estive com elas
Minha imaginação
Minhas meninas
Meus beijos
E os beijos delas

Estavam as três
Três amores
Três beijos verdes diferentes
Estava eu vislumbrando os seus olhares
Tanto tempo
Tanto sorriso verde

Senti o vento
Ele veio e me deu um beijo
Nos meio delas lembrei aquela

Aquela que é bela
Aquela que me faz sentir vagas-lume
Aquela que é menina estrela

O vento partiu
Fiquei pensando

Pensei na menina Jackie
Pensei nos amores
Meras desilusões

Tiramos fotos
Queria chorar
Mas não o fiz

Sorri.
Comemorei a minha noite de gala
Comemorei com meus amores

Mais amores
Suporta um coração tantos amantes?
Não sei.
O meu está preparado

Ele vê vindas e idas
Vende minha vida pra comprar minha alma

E enquanto não chega a hora
Tudo lateja
Cheiros, gostos e sorrisos
Tudo se mistura na minha imensa e fértil memória

Yuri Rabelo

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mais um dia verde sorridente


o vento me trouxe um abraço
e me levou um beijo verde
voou por entre espaços
até encontrar a bela
o verde beijo agora dado
é todo meu carinho guardado

A menina estrela brilha no alto para mim
Faz surgir na escura noite vaga-lumes incandescentes
Torna verde o meu sorriso

Sonho com ela
Penso nela
Sorrio pra ela
Ela é bela
Ela é Mariella

Yuri Rabelo

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Vaga-lume


Não parei de sorrir hoje. Um sorriso verde, bem verde.
Engraçado que quando algo extremamente bom é ensejado na sua vida você absorve toda alegria vinda disso.
E acho que isso me aconteceu hoje.
Voei perdido num futuro próximo e que agora se torna mais real.
Não quero palavras soltas nesse escrito, só quero registrar o tamanho da minha alegria.
Há tanto tempo não me sentia assim tão completo.
Olho ao me redor e vejo mil e um motivos para aumentar cada vez mais meu sorriso.
Minha família, meus amigos, meus amores e toda minha confusa vida.
Agradeço tanto à Deus por tudo isso e principalmente por estar sempre me abençoando.
Sinto-me agora platéia da minha própria peça, como um vaga-lume voando perdido.
Eu tenho o tempero dos sonhos e a cura das febres.
É assim que me sinto, é assim que me fazem sentir...

Obrigado Deus, pais, irmão e amigos que torceram por mim e que vibraram com a minha mais nova vitória.

Ao me amor de Vitória, Vitória! Eu te amo.

Yuri Rabelo

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Mistu.Eba!


Orgulhosamente perdido
Mas de quê?
Não me lembro de nenhum momento sequer de amargura
Cai no desencanto
Sou homem sério e safado

O sol brilha e acentua o verde
Ando por ai desnorteado
Em meios a lacunas e processos inacabados
Ou procedimentos?

Tanto faz, ou só faz o necessário?
Básico?
Não!
O eventual, aleatório.

Fiquei triste porque no meio da bagunça
Meu amigo imaginário foi embora sem se despedir
Um bando de mendigos
Ela ao telefone
É! Estava uma bagunça
Eu também teria ido embora

Quando acordei disso tudo
Senti o vento me beijando
Só podia ser ela
A cigana dos meus sonhos
Que leu meus pensamentos
Que me prometeu meu futuro

Ela me transformou em vaga-lume
Prometeu brincadeiras no campo das nossas idéias
Estamos aí a voar
Só não sei onde vamos parar...

Yuri Rabelo

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Eu e seu ver

Um menino mimado talvez
Não, muito inclusive
Rodeado por bestas peçonhentas
E até gosto
Esse lance de aventura e adrenalina
Literalmente vivendo num campo minado
Cansado de ser eu
Mas não por isso ser ruim pra mim
Pelo contrario, me amo
O problema todo está no fato de que ninguém valoriza isso
Ninguém quer sua essência
Nunca me preocupei com atitudes de ninguém em relação a mim
A vida é assim: correria, pessoas, extremos
Ela é totalmente mutável
Não podemos cobrar nada de ninguém
Agora o amor não
E não adianta criticar minhas atitudes e duvidar do meu amor por causa delas
Esse sou eu, e todo mundo ama
Todo mundo.
Logo, eu também
Foda-se se está procurando por coisas pequenas
Por detalhes ou pequenas ações
Faço quando eu quiser e se quiser
Se não fiz é porque estava com preguiça
Não viesse ate a mim então

Por outro lado, e digamos, o melhor lado
É assim que eu quero ser pra sempre
Porque quem tiver que gostar de mim, vai gostar
E quem tiver que me matar, possivelmente vai também
Mas o que me deixa mais feliz
É poder olhar profundamente nos olhos de alguns poucos
E ver lá dentro a felicidade por estar comigo
E mais que isso
Por estar comigo do jeito que eu me apresentei
E é por eles que não mudo
Por sentir um amor sem cobranças por parte deles
E também dar um amor sem cobranças
Sem vícios ou doenças

Não quero saber de vida ruim de ninguém não
Já basta a minha e os meus esforços pra minimizar isso
Foda-se de novo
E na verdade só eu quem sei disso
Só eu sei das coisas que eu passo
E mesmo assim to sempre de sorriso verde pra todo mundo
Deve ser por isso que sou muito mimado
Porque todo mundo devolve o sorriso

Yuri Rabelo

Me Abrace de novo?


Então talvez não precisemos disto

Em pé, frente a frente

Inimigos em guerra nós criamos defesas

E esconderijos secretos

Eu posso precisar que você me abrace esta noite

Eu posso precisar que você diga que está tudo bem

Eu posso precisar que você dê o primeiro passo

Porque esta noite estou achando difícil ser o seu
homem

Mais do que palavras de ódio eu odeio este silêncio

Está se tornando tão alto

Bem, eu quero gritar

Mas a amargura silenciou estas emoções

Está ficando difícil respirar

Então diga me se a felicidade

Não vale mais do que um anel de ouro e diamante?

Eu estou apto a fazer qualquer coisa

Para acalmar a tempestade em meu coração

Eu nunca fui de rezar

Mas ultimamente eu tenho estado de joelhos

Não estou procurando por um milagre

Apenas por uma razão para acreditar

Yuri Rabelo

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Do outro lado do mundo


No mar e muito longe
Ela está esperando como um iceberg
Esperando pra mudar
Mas, ela é fria por dentro
Ela quer ser como a água

Todos os músculos apertam em seu rosto
Enterra sua alma em um abraço
Eles são um e o mesmo
Apenas como a água

O fogo enfraquece
Mas a maioria dos dias
está cheio de desculpas esfarrapadas
mas é difícil de dizer
Eu queria que fosse simples
Mas nós desistimos facilmente
Você está perto o bastante pra ver isso
Você está o outro lado do mundo pra mim

Lá vem a luz do pânico

Agarrando com os dedos e os sentimentos semelhantes
Mas a hora chegou
de seguir em frente

Você pode me ajudar?
Você pode me deixar ir?
E você pode continuar me amando?
Quando você não puder me ver mais

Socorro


A tristeza me pegou
E pegou em cheio
Alguém me ajuda?

Nunca menti
E nunca agredi
Só fui feliz

Sinto saudades dos olhos virgens
Da mão apertando a orelha
Do A.M.O.
Da preta

Quero meus sonhos tranqüilos
Quero descansar em paz
Quero Deus
E não quero mais ninguém

Socorro...

Yuri Rabelo

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Mãe.Pai.Amor


Carrasco
Ela é linda
E só você não vê
Quer amor pra quê?
Feio
E triste
Ela cansou-se
Não quer mais
Deixa-a em paz

Vou cuidar dela
Vou dar amor
Vou ser filho
Vou ser conselheiro
Vou ser verde
Só não vou ser você

Mas ela não se importa
Ela quer se libertar
Quer beber
Quer se drogar
Quer ser mãe
Quer ser mulher
Só não quer ser mais com você

Ao meu amor
Um beijo

Dor
Felicidade
Encontro
Desencontros
Inconstância
Por quê?

Quero vida
Quero sexo
Quero drogas
Quero sol

Quero preta
Quero rio
Quero traço metálico
Quero Direito
Quero axé

Cinco amores
Cinco desilusões
Cinco momentos
Cinco seres
Cinco sorrisos encantadores diferentes

Deixa eu dormir

Yuri Rabelo

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Especulação

"enquanto o tempo passa você se aventura por ai
eu, me esquivo por aqui
não sei se posso mais esperar
nem sei ao menos o quê esperar.
amo você loucamente, mas não sei o que mais meu amor consegue suportar"

Cansado das suas juras de amor insólitas...

Yuri Rabelo

domingo, 11 de novembro de 2007

Você já tinha ido


Estive praticando todo o dia
Juntei poucas palavras num rabisco de jornal
Agora, as palavras que eu pretendia dizer se foram
Eu prometi que eu não iria chorar
Que não iria lhe olhar aos olhos
Disse a mim mesmo que eu tenho de tentar e segurar a onda

A verdade, eu menti
Eu odeio meu próprio interior
E por quê?
Eu joguei o jogo e paguei o preço

Eu nunca olhei para trás
Eu nunca falei, nunca tentei saber o porquê
Estive sempre na minha
Eu nunca duvidei, nunca gritei
Ou saber como
Eu não vou ser solitário
Até este momento, neste momento
Desta vez vou

Mera pretensão talvez
Sou hoje um homem da noite
Vago pela penumbra atrás da sua sombra
Mas não consigo ver seus traços com minha luz ofuscada
É ela que mostra o seu perfil

Não posso esquecer o seu rosto,
O dia, a hora, o local,
Seus olhos tão cheios de mistério
Só um bobo pensa duas vezes
Sou louco. Arrisco
Perdi o meu paraíso
Você viu o bom em mim, mas eu, eu olhei de lado

Eu tenho grande noite em vigília
Não há visão de sono dentro minha mente
As sombras amedrontam-me na minha parede
Convencendo-me que você vai ligar a tempo
Mas nunca liga
Silêncio e um cigarro queimando
O meu carma da recuperação do atraso de mim

A verdade, eu menti
O menino tinha morrido em mim
E por quê?
Eu desisti sem ter tentado
Eu deixei de me conduzir pelo que é certo
Eu não imaginavam que eu queria você até você ter ido
Eu desperdicei muito tempo para isso
Aprendi que o amor continua por aí
Mas você já passou.

Yuri Rabelo

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Enquanto eu dormia de dia


Acordei com umas vontades esquisitas
Um cigarro, uma cerveja e um beijo

Sinto o coração apertado e sem poder respirar
E a alma pede um novo brilho

Espreguicei. Levantei os braços pro infinito
Procurei no céu do meu teto a estrela mais brilhante
Não tinha. Era o ofusco dos raios do sol refletidos no espelho

Minha mãe me deu um beijo
Saiu sem olhar pra trás
Fiquei ali no meu canto pensando
Naquele beijo fraterno

Adormeci novamente
Sonhei com milhares de beijos
E ganhei todos que quis

Já entardecia quando abri os olhos
O calor era escaldante
E com a cerveja me embriaguei
Fechando os olhos para o que estava em minha volta

No meio da madrugada senti o fogo de perto
Tudo queimava
Peguei meu cigarro e o ascendi nas chamas da ilusão

Realizei minhas três vontades
Vivi meus três pecados
E senti meu corpo leve e aliviado

Yuri Rabelo

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Dentro dos olhos verdes


Eu
Eu te protejo
Eu te abraço
Eu te beijo
Eu te olho
Eu te abraço de novo
Eu sorrio pra você
Eu te carrego nos braços
Eu te faço uma canção
Eu te dou meu coração
Eu te amo
Você me ama?

Também confesso
Errei
Magoei
Ainda não perdoei
Sinto sua falta
Muito
Preciso de você
Ainda te amo


Você
Mudou a minha vida
Me faz feliz
É meu anjo
É meu amor


Dentro dos olhos verdes

Yuri Rabelo

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Elas Voltaram...

elas voltaram...

ela é...


eu levanto minhas mãos e me rendo
nao quero lutar contra isso que de mim emana

realize um sonho no seu coração
um sonho verde e branco
um traço metálico junto com o meu dragão

cuidado! as pessoas compram seus sonhos para vender sua alma
sentimentos indo e vindo
o mundo carregado dc segundos infinitos
nos cercando em cada pausa

queria você aqui
sem ódio e sem rancor
livre para o meu amor
livre do pecado que você cometeu

você machucou o amor
se aventurou por caminhos estranhos e feios
nao devia ter feito isso
afinal hoje você nao está aqui de volta?

todo mundo me deixa pra baixo
roubam minha luz, meu fogo e meu amor

encontrei com uma cigana
nela um beijo dei
ela tinha um alargador na orelha direita
e pés de bailarina nas costas

por um minuto ela virou meu amor
me deu um beijo e foi embora
hoje ela nao sai da minha memória
do banho de mangueira e do frevo
do guarda-chuva colorido e do batom vermelho
ela é bela
ela é...

Yuri Rabelo

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Me abraça?

e a magia retoma ao seu lugar
meu sorriso esconde minhas lágrimas
acho que agora é o momento certo
para que o sentimento seja reavivado

nao quero desculpas
nem tãopouco perdão
só quero seu abraço apertado
e sua mão sobre minha mão

Yuri Rabelo

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

E amanhã o sol vai nascer diferente
Tenho certeza que vai nascer pra mim
Idéias novas
Pessoas diferentes
E imaginação fértil
Nunca se sabe o quê pode acontecer
Com uma mente depravada como a minha.

Tomei umas cervejas e fumei um cigarro
A maconha nao tem me feito falta
Vou esperar até janeiro
A reconpemsa será bem vinda

Prometo uma festa
Uma orgia
Algo que nem Baco colocará defeito

Agora só me resta a cama
Solitária e solitária
A minha solitária
O meu inferno particular
O meu infinito particular
Mas solitária
E sem ninguém para amar

Yuri Rabelo

O suspiro


Hoje ele veio me visitar
Vi seu nome registrado na minha máquina
Engraçado era que me prometeu o anonimato
No entanto, não sei o quê aconteceu

Eu saí da sua vida
Prometi nunca mais lhe procurar
Hoje sou feliz
Até você me achar

Bom saber que me vigia
Bom saber que tem curiosidade
Pena é saber que agora já é tarde

Em outros braços me encontro
Nova paixão eu descubro
E novos beijos eu recebo

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

voando para nao se percebido
rasgando com o vento as finitas possibilidades
fingindo pateta no meio dos otários
ficando branco no meio preta
confusao acerca das minhas loucuras
possíveis absurdos

nao sei.
tomei um calmante
vou dormir


Yuri Rabelo

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Caminho Perdido

Lembre-se de que sempre longe, mas sempre dentro do coração, distância, tempo, pessoas, nada importa, somente o sentimento.

Já se passam das seis e o telefone não toca
Esse é o pior silêncio
É aquele silêncio que grita e grita alto
É quando ninguém bate à sua porta
Quando não há mensagens na sua secretaria eletrônica,
Mas mesmo assim você entende o recado.

O tempo pára
Minutos e segundos minimizados pelo pensamento
Divago na imaginação putativa
Lembranças daquilo que não aconteceu
Lembranças do amor que não existiu

Beijo roubado, sexo sonhado
Flashes súbitos e depravados
E enquanto espero o sono vir
Sorrio de lado quando vejo você

Mera ilusão
Mero descaso
Como não perceber o real e a ilusão?

Coração estúpido
Confundido por sensações
Tonto de amor
Cego e sem pudor

Recolho-me à minha amargura
A tristeza de ser um inconformado
Ou à sorte de ser um sofredor

Yuri Rabelo

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Ida e Volta


No pé o grande calo
Nos caminhos perdidos desse mundo passei
A procurar aquilo que não sei
Triste é saber que depois de toda essa jornada
Meu caminhar foi em vão
E meu amor ficou perdido no caminho

Sinto saudades do início da jornada
Quando juras e promessas foram firmadas
Mas assim como o vento carrega a poeira
Sentimentos fracos não duram com o vento

Olho para as estrelas
Noite escura e venenosa
Suspiros ecoam de dentro
Coração de pedra, rancoroso

Que maneira estúpida é essa que você me apresenta?
Por que pensa que em seus beijos quero viajar?
Esvaziei meu coração enquanto caminhava
Meu sangue, minha força e meu amor
Tudo jogado na estrada

E agora volto ao começo
Catando cada rastro meu
Juntando minhas migalhas
De amor e sonhos rasgados

Estou reconstruindo
Quando chegar ao início
Estarei pronto para trilhar de novo
O mesmo caminho
O caminho de amor, aventura e desencanto

Yuri Rabelo

domingo, 28 de outubro de 2007

Ódio

E mais uma vez você se foi
Deixou lágrimas
Suspiros
Deixou saudade de um tempo que não vai voltar
Você é estúpida, babaca, idiota.
Teve o amor e não soube compartilhar
Não soube viver
Qualquer trepadinha era suficiente pra que você deixasse de lado
Tudo bem.
Criei forças agora
E hoje quem não quer sou eu.
Sentiu? Viu como forte eu estou?
Recusei-te, não te quero
Não mais

sábado, 27 de outubro de 2007

Descobertas...


Não posso esconder, sinto todo o fogo
A loucura desse novo mundo
Estranho é me sentir autista
Em meio a tantos loucos
Ainda consigo ser o mais certo
Momentos registrados por uma câmera qualquer
Cada segundo, cada sorriso
Tudo gravado por toda eternidade
Enquanto tiro a essência de vocês
Vejo que a minha fica mais escondida
O mundo pára. Aqueles segundos se intensificam.
Multiplicam se por dois

Dois caras.
Duas mulheres.
Dois casais perdidos no meio do nada
Dois bebês olhando para mim me encarando.

Estranho sentir-me dessa forma
Estranho viver as coisas que vivo
E no outro dia achar que tudo foi um sonho
Sexo. Muito sexo.
Libertinagem e luxuria.
Um antro de perdição perdido no meio do mato.
Olho na imagem da mulher loira e vejo alegria
Na mulher castanha vejo conforto
Os sentimentos se confundem
A historia é longa
Eu quero outra pessoa e não essas pessoas
Corrompido sentimento por uma transa qualquer
O sexo aleatório
Delicia. Mas amargo
O amanhã nunca se sabe.
Ainda amo o desconhecido
E ele não me quer.
Prefere se aventurar aos braços de um estranho
Enquanto que nos meus tem todo o amor cotidiano.


Yuri Rabelo

sábado, 20 de outubro de 2007

Reflexão do Dia (after)

E mesmo em meio a tanta gente, ainda me perco e me sinto sozinho. Negar que a sua ausência não me faz falta é um serviço meio complicado.
Não sei por que nossos caminhos se cruzaram, mas sei que para sempre vamos estar em sintonia. Você pode sim ficar com quem você quiser, inclusive com amigos meus, mas isso nunca mudará o fato de que eu te amo.
E amo com todo o pulsar em minhas veias, amo como nunca achei que amaria alguém.
Aventuro-me em minhas perdições, porém, em todas você está.
Não quero perder tal sentimento e não te odeio, mesmo que para sua consciência você pense assim.
Um beijo

Yuri Rabelo

sábado, 6 de outubro de 2007

Enquanto procuro


E termina a noite
Sinto um vazio tremendo dentro de mim
É como não estivesse estado com aquelas pessoas
Como se não tivesse beijado aquelas bocas
Como se não tivesse gozado toda a noite

Meu suor exala pecado
Minha garganta grita de prazer
Olho para nossos corpos
Todos os quatro corpos
E o que fizemos?
Gozamos?

Talvez. Mas a sede ainda persiste
Querem mais. Não consigo mais
Não quero ser mais
Omisso aos meus sentimentos
Ignorando meu amor

Nas nossas noites de amor
Perdíamos nas horas
Do verde entorpecente
Aos beijos prolongados
Os segundos nos nossos corpos estagnavam

Mas já era tarde
Sempre tinha que ir
Saia com o peito doído
E com uma lágrima sobre o sorriso

Hoje somos dois desconhecidos
Duas pessoas perdidas no mundo
No mundo de mentiras
De ilusões

Estranho me ver nessa situação
Em que estranhas acariciam meu corpo
Enquanto você o domava

E mesmo com elas babando em minhas partes
Só consigo lembrar-me
Do jeito único que você me amava.

Yuri Rabelo

Menina Jackie


Menina moça olhar que provoca arrepio
No seu sorriso me vejo transparecer
Seus olhos triangulares irradiam sua alegria
Seus lábios macios me envolvem no beijo

A mulher cresce em você
A menina se perde na fumaça do seu cigarro
Louca desvairada mulher
Bêbada drogada

Surge então o prazer
A vontade de sempre mais
Os beijos se intensificam
Olhares atentos à mesa

Quem se importa?
Nós. Somente nós
E nada mais importa

Em meio a tantas no mundo
Eu encontrei você
E no seu olhar
Eu vejo que encontrou a mim

Nem a loucura do pó
Do álcool ou da maconha
É maior que a loucura do amor

Canta.
E seu canto são os seus versos mais magníficos
Ora, pois, nessas horas tudo vira musica

Tudo vira sorriso
Tudo vira tóxico
Tudo vira você mulher
Tudo vira eu amante
Tudo vira amor

Tudo cresce e espalha-se
Brota nas nuvens
Perde-se no céu
Para reaparecer dias depois
Em forma de tatuagem
Ou de estrela cadente


Yuri Rabelo

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Na noite de ontem


E seus beijos macios senti
Em tantas emoções me perdi
Lembranças de um de um sorriso roubado
Quando a outra o seu gosto sentia

Em outra direção ela partia
O seu lugar ficara vago
E você chegou reluzente
Roubando esse coração latente

Mas outros em sua vida entraram
Enquanto esperava o meu cenário
Em meio de tantos palpites

Não criei o amor inventado
Esperei pelo seu reinado
Esperando meu coração apaixonado

Yuri Rabelo

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Distância

Como o sol e como a lua
um sexo sonhado, porem impossivel
prazer a distancia
toques do vento
sorrisos de lado
e beijos espalhados...


Yuri Rabelo

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

o palhaço e o acrobata


O riso é final
Gargalhadas aos montes são dadas com sua cara pintada
Muitos têm medo...
Outros mostram o brilho no olhar ao ver suas façanhas
Ele traz brilho, traz magia
Traz consigo a realidade imaginária oculta em quem o vê
É grande, espalhafatoso, singelo
É o palhaço
...
Por cima de sua cabeça lá está ele
Pulando e rodando no ar
Sempre atento ao colorido que emana do chão
Feliz
Alegre por amar
Amar o grande, o espalhafatoso, o singelo
O palhaço
...
Ao ver seus rodopios se enche mais de luz
O show nunca acaba pros dois
O amor só aumenta
O palhaço e o acrobata
Separados pela distância
Separados pelas diferenças
Mas unidos pelo amor
...
Ele nunca desce ao chão
E o palhaço nunca sobe ao trapézio
Mas ao fecharem os olhos
Encontram-se envoltos em um só corpo
Em uma só risada
Em uma só acrobacia
Em só sentimento

Yuri Rabelo

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

elas e ele


O impulso persegue e o desejo constante pecador atormenta meu pensar
Tira e põe, mistura-se tudo.
...
A deficiência está nos olhos de quem recrimina
Quem pré-conceitua
Falsos julgamentos não têm grande importância
Ainda mais quando se faz daquele momento especial
...
Embriagado pela vida e pelos problemas
Tatto já não se importa em quais caminhos penetra
Na verdade fica difícil distinguir a grandeza do perigo
Alice permanece em seus sonhos mais depravadas
Tieta o encanta em seus pensares apaixonados
Enquanto esse duelo não termina
Ele se aventura por caminhos mais escuros
Descobre pecados mais prazerosos
E irradia sexo em seus poros
...
Porém a vida o chama num canto
Fantasmas passados voltam a lhe procurar
E ele não sabe se pode resistir.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Piercing

Escondo-me do medo
Sinto o chegando, tomando-me pela frente
Já não há mais saídas
O segredo foi revelado
O amor corrompido
A rosa perdeu seu perfume
E a pedra assola o caminhar
Distância separa o sentimento único
Dois corações perdidos na história
Machucaram
Mentiram
Mistificaram
Morreram
Murmuraram
Só lembro-me agora do traço metálico preso em sua língua
Do cabelo sem pentear
Das viagens pra destinos desconhecidos
Dos olhos virgens
Dá saudade das inúmeras tentativas pra tentar dar certo

Mas já não importa
O pecado renasce
A lascívia multiplica-se
O desejo constante por buscas novas está latente
Paro. Nego todo o segundo de história
Afinal mal interpretadas elas são
Corruptas.
Pessoas não dignas dizem coisas não dignas
Ofendem.
Arranco-lhe de dentro
E somente me sobra
O prazer de fazer mais sexo intenso


Yuri Rabelo

quinta-feira, 26 de julho de 2007

2

As duas adormecem em minhas memórias.
As lembranças dos beijos agora descansam em meu pensar
Lembro-me dos beijos fulminantes
Das noites de pecado
Do suor e da saliva
Do GHB e da maconha
Do Offer e Maya
Tudo se mistura e descansa
Meus olhos começam agora a brilhar diferentes
Sentem-se como faróis que brilham no escuro
São fluorescentes
Sorridentes
Encantadores
Verdes
Tristes por pensarem que a dualidade estava distante da sua vida
Que suas paixões, antes obscenas, agora fraternais.
Os verdes olhos ao olharem pra trás
Ainda sentiam todos os prazeres daquela perdição...

yuri rabelo

2

As duas adormecem em minhas memórias.
As lembranças dos beijos agora descansam em meu pensar
Lembro-me dos beijos fulminantes
Das noites de pecado
Do suor e da saliva
Do GHB e da maconha
Do Offer e Maya
Tudo se mistura e descansa
Meus olhos começam agora a brilhar diferentes
Sentem-se como faróis que brilham no escuro
São fluorescentes
Sorridentes
Encantadores
Verdes
Tristes por pensarem que a dualidade estava distante da sua vida
Que suas paixões, antes obscenas, agora fraternais.
Os verdes olhos ao olharem pra trás
Ainda sentiam todos os prazeres daquela perdição...


yuri rabelo

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Sexo, drogas e rock´n´roll : a Tríade de Alice.

Pé ante pé. Tira e excita. Strip-tease. Leia-se. A provocação do escuro e das luzes.
Despida ao desatino. Intimo destino, servir com o corpo para queimar o desejo.
Proposta desproposta da minha dança. Minha identidade. Desnecessária.
Anonimato. Prefiro ser chamada de Alice.
No mastro, enquanto danço, meu corpo fala:
-... “Sou mulher da noite”! Quero uma cama pra deitar, e um drink pra beber.
“Se quiser me ver despida, me ame...”
Tattu entra. Eu o persigo com meus olhos.
Me coma, me beba, me puxe,me domine.!
É estava escrito nos meus quadris, essa era a leitura que ele tinha ao me ver.
Gingado perfeito, tesão certeiro,plano imperfeito.
Vestida de violeta, a cor da temperança, desço as escadas curtas, caminho em direção a ele.
-Oi Tattu!!!. Eu disse, ajeitando meus cabelos.
Oi Alice. Responde ele, procurando meus olhos.
A noite ergue um muro para me proteger. Como vivo atrás dele? Não sei.
Na infância eu fui tudo o que eu quis ser, mas não achei tudo que eu procurava.
Naquele emaranhado de sensações e lembranças, eu puxo Tattu para dançar.
-Venha! Me sinta!
Ele me prende em seus braços, se esfrega em mim, estava definitivamente seduzido, tomado pela musica, pela lascívia, pelo despudor.
O aroma se destaca com o suor que percorre nossos corpos enquanto dançamos.
Me beije, dizia meu corpo.
Desnecessário dizer que meus lábios pediam os dele.
Não posso e não devo ignorar o que meu corpo fala, mas diferente de todos que já seduzi, Tattu era diferente, eu precisaria estudar suas reticências, para não igualar ou buscar no passado beijos parecidos. Mas era para serem parecidos? Um dejavú talvez.
De certo modo, diferente das palavras que eu poderia dizer no seu ouvido, meu coração precisaria de um manual de instruções para lidar com tantas sensações, ou para exorcizar a dor de ser o que eu sou. Não... Não é fácil ser stripper.
Tattu abre os olhos depois do beijo, mas o vejo pensativo.
Olha como se me associa-se a alguém. Ele não diz nada.
Mas seus olhos procuram nos meus o ponto comum.
Puxo-o junto a mim e viro esse avesso do que ele pensa que eu sou.
Sem entrega. Sem desabafo.
Não quero fazer uso da razão. È necessário dizer que um beijo desnuda?
Se for pra ser frágil que seja onde eu sou forte, já dizia o lema de nós, as dançarinas.
Também não o desafio a me desvendar, seria admitir meu fascínio por ele.
Resisto ansiosa pra tirar meu olhar do dele, enquanto ele solta uma piscadela atrevida.
Borrifo meu perfume, solto seu corpo do meu, ascendo um cigarro, subo no palco.
Quem se importa?
Eu já estou no palco flertando com outro. Insuportavelmente obscena.
Nas horas vagas, eu sonho. Nas ocupadas, procuro Tattu.
Louca, depravada, contraditória, encarcerada. Mas me chame de Alice.

Carpediem (JT)

Tríade

Perdida nas luzes claras, ora escuras. Trazia consigo toda luxúria cabível em um ser humano. Explodia pecado, fome, desejo e sedução.
Em seu vestido roxo, Alice apareceu. Movimentos ficam paralisados diante da figura que ela traz em suas sombras.
Lascívia, pudor, obsceno. Tudo se misturava e formava um antro de perdição e de prazer.
O medo dominava a princípio, minha cabeça girava. Em momentos antes desse encontro saciei minha vontade alucinógena, estava em outro mundo.
As luzes daquela boate fundiam-se e se encontravam só em mim.
Sentia meu sangue borbulhar ao som daquela batida frenética.
Ela se aproxima. “Oi Tattu”? “Oi Alice”, disse eu apavorado. Olhava profundamente em seus olhos e via as mais profundas sensações. Era clara a vontade louca que tinha de lhe beijar a boca, mas não o podia. Há pouco tempo naquele mesmo local me envolvi com uma linda plebéia, meus pensamento ainda eram fixos nela.
No entanto, Alice não me permitia isso. Também me olhava profundo, dançava ao meu redor como uma stripper, encostava suas partes nas minhas, me sentia um tanto estático vendo aqueles movimentos me seduzirem, estava hipnotizado.
Segurava delicadamente seu lado, não queria ser ríspido.
Por inúmeras vezes em suas voltas, Alice e seus lábios clamavam pelo encontro com os meus, mas estava segurando, algo me dizia que não era ainda o momento.
Enquanto aquelas luzes nos cortavam, girávamos num rodopio fissurado, e girávamos e girávamos.
Alice era uma mulher obscura, seu brilho se ofuscava com a sombra do seu passado. Era tenebroso, mas ao mesmo tempo era relaxante, prazeroso viajante.
Por um momento achava que tudo aquilo estava somente na minha cabeça, resultado de momentos nostálgicos e relaxantes, mas não.
Ao me sentar, ela se joga em mim. O impulso e o desejo foram tão grande que quase somos segurados pelo chão. O choque do beijo mostrou a todos que assistiam demasiadamente a cena o tamanho do prazer que nós dois sentiamos...
Aquilo então se mistura na minha cabeça. Aquele beijo mordaz e excitante me fazia lembrar uma pessoa. Uma pessoa que tinha o mesmo olhar, o mesmo sorriso, o mesmo beijo...


yuri rabelo

sexta-feira, 22 de junho de 2007

a Grande História do Beijo

Não são todos os dias que leio nas entrelinhas. E confesso isso com tanta heresia, desviando entre o que é certo e o que é errado. Não vou rezar pra que ninguém me escute,vou rezar pra que também passem neste entremeio.
Ela olha a sua volta e repara que algo será diferente. Não sabe o que é ou o que será, pressente.
Um drink, alguns alucinógenos, a musica ensurdecedora.E pronto, este não será mais um dia com rastros de libertinagem misturado com delírios.
Ele fugia da solidão, mas não do encontro consigo. De uma maneira diferente eu também estava fugindo. E quantas pessoas passam a vida, buscando em outras coisas, ou em outras pessoas, ou em grandes vícios para anestesiar a vida, congelar o medo, encontrar um alivio imediato?
Bastaria um beijo ate o efeito passar e a vontade mascarada surgir.
Tatto encheu uma densidade tamanha, que Tieta tinha medo de não ter pra onde escoar essas sensações.
Um beijo embrulhado no espanto.
Abandonaram o laço de cumplicidade, soltaram seus pecados.
Um prazer vândalo e insano.
Degustar o proibido entre o doce e o amargo, palatável ou intragável.
Não queriam dizer sequer uma palavra, porque palavras se escondem e empurram ao labirinto dos sorrisos estéreis.
Ali, na escuridão, enquanto se beijavam freneticamente, seus segredos ficavam mais graves, fundos, intocáveis.
Só queriam saciar a sede dos lábios.
Tentando resgatar a lucidez, ambos se separam e dançam ao ritmo alucinante envoltos por uma nevoa de êxtase liquido que continha despropositalmente no drink de Tieta.
Os olhos de Tatto contam os afetos e as paixões sofridas, buscam as garantias, buscam os sins, a inquietude, a libido, julga, retém o futuro,impressiona,desdenha desafios, represa a tristeza, troca o certo pelo duvidoso,arrisca, belisca, mas não importava naquele momento. Das risadas mais francas se beijam novamente.
Da madrugada do êxtase, reescreveriam suas historias.
Palavras novas, expressões duplas.
Olhos novos para o que surgia.
Tatto era alguém que atraia Tieta pelo modo como ele depurava seus sentimentos, da forma como ele verbalizava as palavras, da forma que sua alma sente e escuta. A sua beleza destila sensibilidade quebrada com liberdade.
E o que seria agora? Pergunta-se Tieta entre uma tragada de cigarro e o titilar de gelos do drink.
Ele sempre a ouvia. Conhece e desconhece seus mistérios e suas historias.
Seus medos seriam acomodados ainda mais nesse refúgio úmido de sua personalidade.
Sequer quero manifestar aquele beijo em palavras escritas, porque pareceriam um texto sem dono, como agora.
Pouco claro, ao revés de Tieta. E inconcluso.


Carpediem (JT)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

O beijo de Tieta 2

Do delírio profundo a realidade absurda? Extremos? Pontos de vistas do prisma. A linha tênue que divide tudo isso é imaginária? Depende, contos são contos... Insólitos às vezes. Solúveis? Somada a equação de erotismo e ghb, só sabe a reposta quem de fato sabe se o texto é real ou não. Ainda quer elogios? Procure-os nas entrelinhas... estão todos aí


Carpediem (JT)

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Leve

Leve mais um pedaço do meu coração
Leve meu ser, minha pequena matriz de tudo que eu sou
Leve meu puro olhar que chora em silêncio alguns dias
Leve meu suor impregnado no nosso pecado
Leve meu sorriso que transborda minha alegria
Leve meu amor que me mata a cada dia
Leve meu gozo desprendido em mil noites de prazer
Para todos os fins
Leve-me


Yuri Rabelo

terça-feira, 19 de junho de 2007

Eu

Eu ouço o relógio, são 6 da manhã
Eu me sinto tão longe de onde eu estava
Eu tenho meus ovos, eu tenho minhas panquecas também
Eu tenho minha geléia de nozes, tenho tudo menos você
Eu estouro as gemas e faço uma carinha feliz
Eu esfrego as manchas do espelho, não deixo minhas
chaves na porta
Eu nunca mais pus toalhas molhadas no chão
Porque sonhos duram tanto tempo, mesmo depois de você ter ido
embora
Eu sei que você me ama e logo você verá
Você foi feita para mim e eu fui feito para você

Eu liguei para mamãe, ela havia saído para uma
caminhada
Consolei uma xícara de café mas ela não queria
conversar
Então eu peguei um jornal, eram mais más notícias
Mais corações sendo partidos e pessoas sendo usadas
Coloquei meu casaco debaixo da tempestade
Eu vi um filme, ele não era a mesma coisa
Porque ele era feliz e eu estava triste
E ele me fez sentir sua falta

Eu só me importo com minhas coisas, estou me sentindo
bem
Além disso, o que eu diria se eu te tivesse dentro da
linha?
A mesma velha história, sem muito o que falar
Corações são partidos todos os dias

Eu escovo meus dentes e dou um sorriso pro espelho
Eu sei que você odeia quando eu deixo a luz acesa
Eu pego um livro, dobro o cobertor
E então eu dou uma forte respirada e uma boa olhada em
volta
Coloco meu pijama enquanto pulo para dentro da cama
Estou meio vivo mas eu me sinto pela maior parte
morto
Eu tento e digo para mim mesmo que ficará tudo bem
Eu simplesmente não deveria pensar mais esta noite




Jewel/Rabelo

Estrela do Norte

Eles tentaram pegar uma estrela cadente
Pensando que ela tinha ido muito longe
Como pular do céu sem machucar?
Ela foi, mas permaneceu escondida
Até que ela quebrou e caiu
Se toda história é verdadeira
Ela irá terminar como eu
Eu fui para o outro lado
Agora quem será seu guia?
Eles a pegaram, então agora guardam ela com força
Quem é o próximo? Quem irá roubar sua coroa?
Você verá

Eu aprendi bem a lição
A verdade está lá fora e eu posso sentir
Não olhe para trás e não ceda à eles
Mentiras e adeus.

Cumpra o desejo ardente em seu coração
Então nós nunca iremos nos separar
E se eles se atreverem em te perguntar
Apenas diga que nosso amor é verdadeiro
Eles compram seu sonho e vendem sua alma
É alguma maravilha, nós perdemos o controle?
Sentimentos vem. Sentimentos vão.

Viva sua vida sem arrependimento
Não seja alguém que eles vão esquecer
Quando você estiver perdido busque por mim
E você verá que a estrela não está longe



Mel c/Rabelo

Tentando

Continuo na luta sempre inacabada.
Na busca constante por aquilo que nunca se acha.
Na vontade de descoberta daquilo que não se materializa.
No gozo do sexo que nao mais se repete.
No desejo absurdo de estar com quem nao quer mais me amar.



Yuri Rabelo

terça-feira, 5 de junho de 2007

Merda

Nem a loucura do amor,
da maconha, do pó, do tabaco e do álcool,
vale a loucura do ator
quando abre-se em flor,
sob as luzes do palco
bastidores, camarins, coxias e cortinas
São outras tantas pupilas, pálpebras e retinas.
Nem uma doce oração, nem sermão, nem comício.
à direita ou à esquerda
fala mais ao coração
do que a voz de um colega
que sussurra “merda”.
Noite de estréia, tensão,
medo, deslumbramento, feitiço e magia
tudo é uma grande explosão
mas parece que não, quando é o segundo dia
Já se disse, não foi uma vez, nem três, nem quatro
não há gente como a gente, gente de teatro
gente que sabe fazer a beleza vencer
para além de toda a perda.
Gente que pode inverter
para sempre
o sentido da palavra merda.
Merda para você, desejo merda
Merda para você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite, sempre, amém!...


Caetano Veloso

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Nunca será mais a mesma

Noite e dia
De areia preta à argila vermelha
Dos EUA a Inglaterra
De NY a LA
De calçadas a estradas
Nunca será mais o mesmo
O que estou dizendo
Minha cabeça não tinha mudado
Até que você a modificou
Mas ás vezes
Parece totalmente proibido
Descobrir estes sentimentos
Que aceitamos tão bem
Onde não há competição
E você se submete a minha condição
Mesmo que improvável
Não é impossível
Para um amor
Que não pode ser detido
Mas espere
Há uma linha tênue entre
A sina e o destino
Você acredita nas coisas
Que tinham que acontecer?
Quando você me conta histórias
Da sua busca por mim
Pitoresco é o quadro
Que você pinta sem esforço
Conforme nossa energia se mistura
Começa a se multiplicar
Situações do dia-a-dia
Começam a se simplificar
Então, as coisas nunca serão
As mesmas entre eu e você
Misturamos nossa força de vida
E agora estamos unificados

segunda-feira, 28 de maio de 2007

O beijo de Tieta

Marcado com fogo. Sinto na pela ainda o seu cheiro.
Ainda tenho a marca do beijo que me deu.
Fecho meus olhos e vejo seus lindos dedos longos e tão delicados junto com sua boca deliciando-se num cigarro.
Como se fosse ontem, lembro-me de Tieta, agarrando-me no meio daquele povo, puxando-me pra um canto escuro e fazendo-me sentir sua saliva num beijo mordaz e explosivo.
Em meio à escuridão, sua figura vestida naquele vestido preto, tinha sumido.
Não sabia quando e se retornaria. Comecei então a sentir-me diferente, dancei.
E enquanto as horas passavam, eu lá estava dançando e esperando novamente nosso encontro.
Num inesperado rodopio, deparo-me com teus olhos me flertando. Com sua língua por fora de seus lábios, dizendo a mim o quê iria acontecer naquele momento.
Tieta carregava mistérios que se confundiam sempre na minha cabeça. Era louco por seu modo de associar as coisas na vida. Era louco com a forma louca que levava livremente a sua vida. Era louco com seu sorriso maroto, com sua passada de cabelo por de trás dos ombros, pelo seu jeito menina e inocente de me tratar.
Sempre a quis beijar.
Ao pensar nisso, perco-me na minha imaginação e quando acordo lá está ela, em minha frente, parada, com as mãos enrolado seus cabelos, com uma de suas pernas dobradas pra dentro, com um ar de inocência. Ela me ataca, seu beijo me tira os pés do chão, faz-me viajar ate a lua e depois despencar de lá de cima...
Quando acordo não vejo ninguém. Estava tudo vazio, mas eu tinha certeza que aquilo não foi sonho. Sentia seu perfume em meu corpo e o gosto do Ghb em minha saliva.


Yuri Rabelo

quarta-feira, 23 de maio de 2007

eu vou


Eu só tenho algumas certezas...
Quero viver esse momento, sem pensar no futuro, se vou ou não amar, odiar, gostar, chorar, sorrir, sofrer, me alegrar, ficar, namorar, casar ou apenas ser amigos... São tantas perguntas sem respostas... E para que tentar buscá-las agora? Pra se torturar antes do tempo, antes de algo ter acontecido? Não não... Prefiro pensar no agora, por que na realidade é só ele que importa... O futuro é simples conseqüência dos nossos atos do presente, então não adianta perder o tempo de hoje pensando no amanhã ou criando histórias do que pode e o que não pode acontecer... E deixar o hoje passar sem ter feito nada de novo... Nada de diferente para mudar o nosso amanhã.
Um dia aprendi com um grande amigo que atitude e comportamento devem andar juntos, pois só assim alcançamos resultados, realizamos sonhos e conquistamos o que desejamos, e a grande sacada dessa lição é que a atitude é o que queremos e comportamento é o que fazemos, não basta querer, é preciso fazer, viver e acontecer.
É preciso sentir na pele a paixão de viver, o desejo de amar e a curiosidade de sentir. É claro que o medo existe, mas ele só existe a partir do momento em que nos entregamos para o nosso amanhã antes de nos entregar para o nosso hoje, sempre que pensarmos no amanhã o medo vai aparecer, mas se passarmos a pensar mais no nosso hoje ele não vai ter tempo de aparecer, o hoje é rápido como a luz, passa em instantes, vive-se em segundos, no hoje só há espaço para sentir a adrenalina no sangue, a emoção nos olhos e o calor na pele, o medo nessa hora passa longe.
São esses os motivos que me levam a acreditar que a minha felicidade está no meu hoje, que é ele que me dará forças e coragem pra viver amanhã... Quero viver cada segundo da minha vida intensamente... Ardentemente, sem temer o mundo, ou ter vergonha de gritar... Quero sair correndo na rua de baixo de chuva, quero poder gritar quando sentir que preciso, quero poder extravasar, quero amar, quero sentir a vida! E vou.

terça-feira, 1 de maio de 2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

quinta-feira, 15 de março de 2007

Suco de moças

Puta que pariu, ontem aquela noite foi espetacular.
Era umas seis horas da tarde de ontem, um tranqüilo domingo sabe, tinha ido almoçar cedo, voltei pra casa e dormi quase a tarde toda, foi quando nesse horário meu celular toca. Era uma menina de uma cidade aqui perto que eu já tinha ficado há muito tempo.
“E ai gatão tudo bem com você? Estou na sua cidade e quero te ver.” De cara já sabia qual era a dela, e não hesitei em encontrá-la.
Ela pediu pra que eu descesse que ela passaria na porta da minha casa. Quando desci, o carro já estava na porta da minha casa, tinha duas meninas dento dele, a ju no volante e uma amiga dela no passageiro.
“Entra aí” disse ela, e sem pensar duas vezes eu entrei.
Ela me apresentou a amiga, Sabrina o nome dela, ela uma linda loira de olhos verdes com um enorme dragão tatuado nas costas.
Logo de cara a Ju me pergunta onde que a gente podia ascender um beck tranqüilo, daí eu logo pensei num bairro que estava em construção aqui na cidade e que tinha uma vista muito linda. Fomos pra lá.
Já escurecia, as estrelas estavam cada vez mais brilhantes, não havia luz de postes, portanto nós a víamos com mais intensidade, era um lindo cenário. Ao descer do carro, a Ju no impulso animal começa e me pegar, com o desejo sexual explodindo pelos seus poros. E no meio de seus beijos voláteis, sua amiga Sabrina me pega pelas costas e começa a deslizar seus seios sobre mim.
Ninguém nos via, só as estrelas.
Acedemos a maconha, fumamos. E ao acabar deitamos no afasto de mãos dadas, nós três. Estava tão gostoso, eu ali no meio de duas lindas mulheres, não queria que o dia nunca acabasse.
Ju então sugeriu que entrássemos no carro, era um Eco sport bem espaçoso.
Sabrina ficou no banco do passageiro na frente e eu e ju fomos pra trás, ao entramos ela já começou a me despir, tirou minha camisa e começou a lamber todo meu peito, deixando-me muito excitado. Eu não conseguia conter o prazer que estava sentindo, parece que nesses momentos ficamos mais sensíveis e portanto sentimos as coisas com mais intensidade.
Sabrina ate então não se manifestava, estava tranqüila jogando um jogo em seu celular e escutando uma musica, ver aquela cena parecia ser normal e ela não se incomodava. Eu ao contrario, ficava encucado com aquela situação. Não sabia o quê fazer, só não queria que Ju parasse, estava muito bom.
Eu tiro sua blusa, ela estava sem sutiem, seus cheios estavam rosados, marcados por uma minúscula marca de biquíni. Coloquei-os em minha boca, deliciava-me naqueles pedaços de carne robustos e suculentos. Os gemidos de prazer ecoavam dentro do carro e a presença de Sabrina, já nem era problema mais.
Ao desabotoar minha calça, Sabrina não contém mais o desejo e vem pro banco de trás. Não liguei, afinal esperava isso, ela já tinha se esfregado em mim antes de fumarmos.
Sem atraso ela me beija enquanto Ju tirava minha cueca.
Estava totalmente despido, com o meu cacete estourando. As duas então começam a chupa-lo e naquele delírio vou aos céus. Elas não paravam, entre beijos e chupadas elas se revezavam. Estava muito bom, muito gostoso sentir aquilo daquela forma.
Estava fascinado com Sabrina, ela estava uma deusa, seu corpo parecia ser esculpido, sua vagina era pequena e seus pêlos formavam um coração em volta dela. Não resisti, quanto Ju chupava-me sem parar, eu lambia todo aquele coração como se fosse a fruta mais gostosa que já comi. Ela gritava e seus gritos refletiam o tamanho do prazer que estava sentindo. Eu não parava, ia fundo, enfiava meu dedo.
Meu corpo já estava quente, o carro estava todo fechado e a se via nos vidros toda nossa transpiração.
Nessa hora, Ju começa a lamber Sabrina e se põe de frente a minha boca, não deu outra, coloquei minha língua em suas partes e ela me puxava os cabelos, forçando minha cabeça mais para dentro. O prazer estava se multiplicando, aquele momento parecia estar cada vez mais lento, nossa vontade era de ficar ali por toda eternidade, imagina só, por toda eternidade apenas sentindo o gozo do prazer...
Sabrina então senta em meu colo, e ao fazê-lo o fez bem devagar, o que foi perfeito. Cavalgava por dentre minhas pernas enquanto sua boca se debulhava na entrada de Ju.
Era eu agora que pedia para não pararem, aquilo nunca tinha me acontecido, nunca imaginei que sexo poderia ser tão bom. Os gemidos delas eram musica pros meus ouvidos, meu sorriso era maroto.
Ju então pede lugar, Sabrina cede e ela senta, arranha-me o rosto, morde-me e me deixa marcas gostosas.
Já não agüentando mais eu libero meu prazer e me sucumbo à prostração.
Ficamos ali, nós três, abraçados e nos beijando levemente.
Ju veste sua roupa, põe-se na frente liga o carro, acelera e nos leva embora.

terça-feira, 13 de março de 2007

beijos espalhados

Toques de palavras feitas línguas...
Molhadas... doces, salgadas...
Toques de mares fundidos
Rumos sem mapas, certos, em nós perdidos...
Toques de luz na sedução do teu cheiro...
A frutos e especiarias, terra molhada e maresias, apelo certeiro.
Toques de dedos, despem-me os segredos...
E danças dentro de mim... embalo de vento... sem fim.
Arrepio, calor, gemido, tremor...
Toques de nós na espiral da voz
Grito, sussurro, lágrima, riso, beijo e ainda o desejo...
Toques de copos de paixão cheios...
Feitos corpos que se tocam e brindam
Toques de voo nos meus seios
Em sonhos que não se saciam, não findam...
Toques que te retêm...
Apagam dores, histórias e outras vidas contêm...
E sobre ti mergulho... suspiro... retenho... me retiro...
e de novo respiro...
Toques de prazer neste querer...
E tanto amor por fazer...

terça-feira, 6 de março de 2007

Quem fica...

" Poucas dores doem tanto quanto a da separação. A primeira idéa que nos vem é a de que perdemos. Perder alguém. Perder a chance de estar com quem tanto amamos. A única coisa capaz de suavizar nossa passagem por esses momentos é a lembrança
As memórias nos faz lembrrar de coisas tão alegres, tão gostosas e tão boas de se viver.
Partindo dessa premissa, torna-se possivvel entender que a perda na verdade só existe do nosso ponto de vista. N o contexto universal é apenas maiss uma destas idas e vindas.
Aquilo que parece mentira ou injusto, muda de figura quando passamos a lembrar das coisas boas que passamos com quem supostamente perdemos.
E dessa forma tudo vai se ajeitando, começamos a ver de verdade que nao perdemos que sim ganhamos. Ganhamos experiêcia, ganhamos momentos que ficarão na nossa história, enfim, ganhamos alguem pra que a gente posssa sempre se lembrar ccom um sorriso no rosto."

sexta-feira, 2 de março de 2007

Yuri, es minha inspiração

Às vezes penso, Por que sonhar...
Se a vida não é um sonho;
Se o amor não é real...
é algo virtual
Então, Por que Amar;
Se entregar para alguém;
Sem pedir, sem esperar.

Ora! ! ! O sonho nos faz crescer;
O amor nos faz sofrer;
E neste sofrimento nada podemos fazer;
Se não senti-lo com a grandeza de uma flor,
que sem perceber nos traz a mais profunda
e singela DOR.

A dor da perda, da solidão;
Do desalinho da vida;
Da angústia do coração;
Essa dor de doer;
de sofrer,
de morrer...

Queria eu viver meu sonho
Se pelo menos, nesta vida!
Ou até mesmo em outra qualquer.

um dia poder tocar em sua alma
meu amor....

quinta-feira, 1 de março de 2007

Sonho de Alice

Então quando Alice acorda, ela percebe que já nao existem mais as mesmas coisas, percebe que o mundo não é mais o mesmo e que sua vida está agora por um fio.
Pensa como é possivel alguém declarar juras de amor por ela, prometer-lhe a eternidade e depois, como se ela fosse uma qualquer, olhar profundamente naqueles olhos claros que ela tinha e dizer: "Eu nao te quero mais!"
Seu coração se dilacera, a última coisa que ela se lembra é de ter chorado muito. Estava chovendo e chovendo forte quando ele cuspiu essas palavras em sua cara, pobrezinha, perdeu por um segundo a noção das coisas, parou e buscou dentro dos olhos daquele ingrato a verdade.
Ela saiu correndo do carro, mesmo com tamanha chuva, ela não quis saber. Chegou em casa ensopada, pegou logo uma garrafa de uisk, devia ter quase que mais da metade e começou a se debular em copos e mais copos de doses fortes daquela bebida. As lágrimas nao paravam de cair, era como se uma faca tivesse entrado em seu corpo e ninguém a tivesse tirado e por iso a ferida nao parava de doer.
Por quê ele fez isso? Por quê não me quis mais? O que eu fiz? Pensava ela buscando entender todo aquele acontecimento.
É triste, doloroso e injusto. " Eu o amo, fiz tudo por ele e eu sei que ele me deseja, eu sei que ele me quer." Gritava ela sozinnha em casa.
Aquelas primeiras horas foram muito agoniantes, ela sempre esperou uma ligação dele em momentos de crises, e ele sempre ligava...
Mas dessa vez ninguém ligou, ninguém bateu à sua porta nem havia mensagens na secretária eletrônica, deve ser por isso que ela entendeu o recado.
Dormiu.
No outro dia, depois de ter despreendido rios de lágrimas, ela sentia que a mudança já tinha acontecido, que agora só dependia dela querer mudar, e ela mudou.
Após cinco dias eles tiveram um último encontro, uma reunião entre amigos. Ela tinha chegado primeiro e sabia que ele iria por lá aparecer. Esperou e por fim ele chega todo sorridente. Dentre os companheiros estavam Yolanda, Creuza e Samara, todos amigos de muito tempo. Ele cumprimenta todas e quando vem para Alice, ela se levanta e nem olha na cara dele. Estava revoltada, achava um absurdo todo aquele show.
No termino do encontro, todos se dirigiam para o mesmo caminho quando Yolanda e Samara, qua são namroadas há um bom tempo, despediram-se e foram ao supermercado.
Ele estava provocando, por quê ir andando com a gente sendo que podia ter ligado pra sua mãe ou seu pai pra lhe buscar? Aliás, esqueci de mencionar que ele mesmo com seus quase 25 anos, ainda vivia às sombras do pai e da mãe, e mesmo sendo ainda um relativamente incapaz, ele nao ligou e ninguém veio buscá-lo.
Creuza sempre foi muito esperta e sem que Alice dissesse algo, ela notou que eles não estavam bem. Fofinha também como era chamada, Creuza morava longe e tinha que pegar ônibus, no entanto ela já tinha passado de seu ponto há muito tempo justamente por notar que nao poderia deixar os dois sozinhos.
Alice e ele nao trocaram uma palavra, nem mesmo um olhar. Ela vinha caminhando calada ao lado de Creuza.
Chegou o cruzamento. "Nao tem como mais ele vir com a gente." Pensou Alice, no cruzamento ele ia pra um lado e as duas pelo outro.
Ele a pouco mais de três quadras da sua casa liga então pra sua mãe o pegar.
Depois de desligar o telefone, tem a maior cara de pau e pergunta a Alice se ela queria carona.
"Safado, filho da puta! O que esse mané pensa que eu sou? Que ódio!"
Ela ascenou a cabeça num sinal negativo, ele deu um abraço em Creuza e disse tchau a Alice, ela nao respondeu.
No caminho até o próximo ponto, as duas vieram conversando e foi quando Alice contou toda história. Todos os amigos sabiam da história dos dois e sabiam o quanto os dois se gostavam. Creuza ficou abismada, nao entendeu o que tinha acontecido com ele.
Ele era um rapaz bonito, chamava-se Antonio, estudava fora da cidade e vinha sempre ficar com sua amada, ela também, Alice ia sempre vê-lo na cidade que morava.
Ninguém entendia muito a relação dos dois, porque mesmo ele sendo bonito ela era mais e se contrastava muito com ele.
Ela era uma bela morena de olhos claros, boca carnuda, traços definidos, gozava de um lindo corpo e era paparicada aos montes por todos.
Como ele morava fora, era dificil pra ela manter a fidelidade, todos a cobiçavam, todos a queriam, mas ela só tinha olhos pra aquele imbecil com cara de retardo( ela tirou essa conclusão depois do termino, analisou bem e viu que ele tinha cara de retardado mesmo), mas dizem que o amor é cego nao é mesmo?
Os dois tinham vivido histórias engraçadas e ela se envolvia cada vez mais. Era lindo ver aqueles olhos claros brilhando quando ele dizia alto que a amava.
Hoje, Alice tem uma vida nao muito diferente. Decobriu que Antonio nao era o grande amor de sua vida. Ela está loucamente apaixonada, fez uma tatuagem e agora vai ver seu novo namoradinho todos os finais de semana.
Ele é um lindo surfista que mora em Vitória, capital do Esperíto Santo.
Antonio deve estar bem, Alice não teve mais noticias dele depois disso tudo, ele mandou uns dois emails pra ela, mas nao detelhou muito sua vida, ela também nem faz questão.
Tá vivendo uma louca história com um outro grande amor....


Yuri Rabelo

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Quando penso em você...

Quando penso em você me sinto flutuar,
me sinto alcançar as nuvens,
tocar as estrelas, morar no céu...

Tento apenas superar
a imensa saudade que me arrasa o coração,
mas, que vem junto com as doces lembranças do teu ser.

Lembrando dos momentos
em que juntos nosso amor se conjugava
em uma só pessoa, nós ...


É através desse tal sentimento, a saudade,
que sobrevivo quando estou longe de você.
Ela é o alimento do amor que encontra-se distante...


A delicadeza de tuas palavras
contrasta com a imensidão do teu sentimento.
Meu ciúme se abranda com tuas juras
e promessas de amor eterno.


A longa distância apenas serve para unir o nosso amor.
A saudade serve para me dar
a absoluta certeza de que ficaremos para sempre unidos...


E nesse momento de saudade,
quando penso em você,
quando tudo está machucando o meu coração
e acho que não tenho mais forças para continuar;
eis que surge tua doce presença,
com o esplendor de um anjo;
e me envolvendo como uma suave brisa aconchegante...


Tudo isso acontece porque amo e penso em você...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

CLARO!

BILL: Com licença. Esta cadeira está ocupada?
BETTY: Desculpe-me?
BILL: Está ocupada?
BETTY: Sim, está.
BILL: Oh, desculpe.
BETTY: Claro.
(Pequeno toque de campainha.)
BILL: Com licença. Esta cadeira está ocupada?
BETTY: Desculpe-me?
BILL: Está ocupada?
BETTY: Não, mas espero alguém em um minuto.
BILL: Oh. Obrigado, mesmo assim.
BETTY: Claro.
(Pequeno toque de campainha.)
BILL: Com licença. Esta cadeira está ocupada?
BETTY: Não, mas espero alguém muito em breve.
BILL: Você se importaria se eu me sentar aqui até que ele ou ela ou o que quer que seja chegue?
BETTY: (Olha de relance seu relógio.) Já passa bastante da hora...
BILL: Você nunca sabe quem você pode estar recusando.
BETTY: Desculpe. Boa tentativa, no entanto.
BILL: Claro.
(Campainha.)
BILL: Este assento está ocupado?
BETTY: Não, não está.
BILL: Você se importaria se eu me sentar aqui?
BETTY: Sim, me importaria.
BILL: Oh.
(Campainha.)
BILL: Esta cadeira está ocupada?
BETTY: Não, não está.
BILL: Você se importaria se eu me sentar aqui?
BETTY: Não, vá em frente.
BILL: Obrigado. (Ele senta. Ela continua lendo.) Todos os outros lugares parecem estar ocupados.
BETTY: Hum-hum.
BILL: Belo lugar.
BETTY: Hum-hum.
BILL: Que livro é?
BETTY: Eu só gostaria de ler em silêncio, se você não se importa.
BILL: Não.
(Campainha.)
BILL: Todos os outros lugares parecem estar ocupados.
BETTY: Hum-hum.
BILL: Belo lugar pra se ler.
BETTY: É, eu gosto.
BILL: Que livro é?
BETTY: “O Som e a Fúria”.
BILL: Oh. Hemingway.
(Campainha.)
BILL: Que livro é?
BETTY: “O Som e a Fúria”.
BILL: Oh. Faulkner.
BETTY: Você já leu?
BILL: Na verdade... não. Embora tenha lido sobre ele. Deve ser fantástico.
BETTY: É ótimo.
BILL: Ouvi dizer que sim. (Pequena pausa.) Garçom?
(Campainha.)
BILL: Que livro é?
BETTY: “O Som e a Fúria”.
BILL: Oh. Faulkner.
BETTY: Você já leu?
BILL: Eu mesmo sou um fã de Mets.
(Campainha.)
BETTY: Você já leu?
BILL: Sim, eu li na faculdade.
BETTY: Qual faculdade?
BILL: Fiz letras pelo Instituto Universal Brasileiro.
(Campainha.)
BETTY: Qual faculdade?
BILL: Eu estava mentindo. Na verdade nunca fiz faculdade. Eu só gosto de brincar.
(Campainha.)
BETTY: Qual faculdade?
BILL: USP.
BETTY: Você gosta de Faulkner?
BILL: Eu amo Faulkner. Uma vez passei um inverno inteiro lendo-o.
BETTY: Eu apenas comecei.
BILL: Fiquei tão empolgado após as dez primeiras páginas que saí e comprei tudo o mais que ele tinha escrito. Uma das maiores experiências literárias da minha vida. Quer dizer, toda aquela incrível compreensão psicológica. Páginas e páginas de prosa maravilhosa. Seu profundo alcance do mistério do tempo e da existência humana. Os cheiros da terra... O que você acha?
BETTY: Eu acho muito chato.
(Campainha.)
BILL: Que livro é?
BETTY: “O Som e a Fúria”.
BILL: Oh. Faulkner.
BETTY: Você gosta de Faulkner?
BILL: Eu amo Faulkner.
BETTY: Ele é incrível.
BILL: Uma vez passei um inverno inteiro lendo-o.
BETTY: Fiquei tão empolgada após as dez primeiras páginas que saí e comprei tudo o mais que ele tinha escrito.
BILL: Toda aquela incrível compreensão psicológica.
BETTY: E a prosa é tão maravilhosa.
BILL: E a maneira como ele alcança o mistério do tempo —
BETTY: — e da existência humana. Eu não acredito que esperei tanto para lê-lo.
BILL: Nunca se sabe. Você poderia não ter gostado dele antes.
BETTY: É verdade.
BILL: Você podia não estar preparada para ele. Essas coisas têm que acontecer no momento certo, senão não é bom.
BETTY: Isso aconteceu comigo.
BILL: Está tudo no timing. (Pequena pausa.) Meu nome é Bill, aliás.
BETTY: Sou Betty.
BILL: Oi.
BETTY: Oi.
(Pequena pausa.)
BILL: Sim, pensei que ler Faulkner seria... uma grande experiência.
BETTY: Sim.
(Pequena pausa.)
BILL: “O Som e a Fúria”
(Outra pequena pausa.)
BETTY: Bem. Pra frente e pra cima, não? (Ela volta ao seu livro.)
BILL: Garçom — ?
(Campainha.)
BILL: Você podia não estar preparada para ele. Essas coisas têm que acontecer no momento certo, senão não é bom.
BETTY: Isso aconteceu comigo.
BILL: Está tudo no timing. Meu nome é Bill, aliás.
BETTY: Sou Betty.
BILL: Oi.
BETTY: Oi.
BILL: Você vem muito aqui?
BETTY: Na verdade, só estou na cidade por dois ou três dias, depois volto pro Paquistão.
BILL: Oh. Paquistão.
(Campainha.)
BILL: Meu nome é Bill, aliás.
BETTY: Sou Betty.
BILL: Oi.
BETTY: Oi.
BILL: Você vem muito aqui?
BETTY: De vez em quando. E você?
BILL: Já não muito. Não tanto quanto eu costumava. Antes do meu colapso nervoso.
(Campainha.)
BILL: Você vem muito aqui?
BETTY: Porque você está perguntando?
BILL: Só pra saber.
BETTY: Você está realmente querendo saber, ou você só está tentando me cantar?
BILL: Eu estou realmente querendo saber.
BETTY: Porque você gostaria de saber se eu venho ou se eu deixo de vir aqui?
BILL: Só pra puxar uma conversa.
BETTY: Talvez você só esteja querendo puxar uma conversa que dure o suficiente para que você possa me convidar para ir à sua casa, tomar um pouco de vinho, ouvir um pouco de música, ou porque você acabou de alugar alguma fita ótima, só que tudo o que você realmente quer fazer é trepar — coisa que você não fará nada bem — depois do que você irá até o banheiro e mijará muito alto, então caminhará até a cozinha e pegará uma cerveja da geladeira para você sem nem ao menos me perguntar se eu gostaria de alguma coisa; e então você voltará a deitar-se ao meu lado e começara a confessar que tem uma namorada, chamada Stephanie, que está na Bélgica, fazendo medicina, e que você está envolvido com ela — terminando e voltando — no que você chamará de uma relação muito complicada, há mais ou menos sete ANOS. Nada disso me interessa, senhor!
BILL: Tudo bem.
(Campainha.)
BILL: Você vem muito aqui?
BETTY: Todos os dias, eu acho.
BILL: Eu venho aqui bastante e não me lembro de ter visto você.
BETTY: Acho que nós temos horários diferentes.
BILL: Conexões perdidas.
BETTY: É, fuso-horários trocadoss.
BILL: Incrível como você pode ser vizinho de alguém nessa cidade e nem ao menos conhecê-lo.
BETTY: Eu sei.
BILL: Vida urbana.
BETTY: É louco.
BILL: Provavelmente nós nos cruzamos na rua todos os dias. Bem em frente a este lugar, provavelmente.
BETTY: Com certeza.
BILL: (Olha em volta.) Bem, os garçons daqui com certeza parecem estar em outro fuso-horário. Eu não vejo um em lugar algum... Garçom! (Olha de volta.) Então o que você... (Ele percebe que ela voltara ao seu livro.)
BETTY: Perdão?
BILL: Nada. Desculpe.
(Campainha.)
BETTY: Acho que nós temos horários diferentes.
BILL: Conexões perdidas.
BETTY: É, fuso-horários trocados.
BILL: Incrível como você pode ser vizinho de alguém nessa cidade e nem ao menos conhecê-lo.
BETTY: Eu sei.
BILL: Vida urbana.
BETTY: É louco.
BILL: Você não estava esperando alguém quando eu entrei, estava?
BETTY: Na verdade eu estava.
BILL: Oh. Namorado?
BETTY: Mais ou menos.
BILL: O que é um mais ou menos namorado?
BETTY: Meu marido.
BILL: Ah!...
(Campainha.)
BILL: Você não estava esperando alguém quando eu entrei, estava?
BETTY: Na verdade eu estava.
BILL: Oh. Namorado?
BETTY: Mais ou menos.
BILL: O que é um mais ou menos namorado?
BETTY: Nós estamos nos encontrando aqui para terminar.
BILL: Hum-hum...
(Campainha.)
BILL: O que é um mais ou menos namorado?
BETTY: Meu caso. Aí vem ela!
(Campainha.)
BILL: Você não estava esperando alguém quando eu entrei, estava?
BETTY: Não, apenas lendo.
BILL: Tipo de ocupação triste para uma Sexta à noite, não? Lendo aqui, totalmente sozinha?
BETTY: Você acha?
BILL: Bem, com certeza. Quer dizer, o que uma mulher bonita como você faz saindo sozinha numa Sexta à noite?
BETTY: Tentando me manter longe de falas como esta.
BILL: Não, escute —
(Campainha.)
BILL: Você não estava esperando alguém quando eu entrei, estava?
BETTY: Não, apenas lendo.
BILL: Tipo de ocupação triste para uma Sexta à noite, não? Lendo aqui, totalmente sozinha?
BETTY: Creio que sim, de alguma forma.
BILL: Bem, com certeza. Quer dizer, o que uma mulher bonita como você faz saindo sozinha numa Sexta à noite? Sem ofensa, mas...
BETTY: Saio sozinha numa Sexta à noite pela primeira vez em muito tempo.
BILL: Oh.
BETTY: Você sabe, eu recentemente terminei um relacionamento.
BILL: Oh.
BETTY: De muito longa data.
BILL: Sinto muito — Bem, escute, já que ler sozinha é uma ocupação um tanto triste para uma Sexta à noite, você não gostaria de ir a algum outro lugar?
BETTY: Não...
BILL: Fazer outra coisa?
BETTY: Não, obrigada.
BILL: Eu vou ao cinema daqui a pouco, de qualquer forma.
BETTY: Eu não acho.
BILL: Grande chance de deixar Faulkner respirar. Todas aquelas longas sentenças o deixam bastante cansativo.
BETTY: Obrigada de qualquer maneira.
BILL: Tudo bem.
BETTY: Eu aprecio o convite.
BILL: Claro.
(Campainha.)
BILL: Você não estava esperando alguém quando eu entrei, estava?
BETTY: Não, apenas lendo.
BILL: Tipo de ocupação triste para uma Sexta à noite, não? Lendo aqui, totalmente sozinha?
BETTY: Eu estava tentando pensar sobre isso como existencialismo romântico. Você sabe: capuccino, boa literatura, uma noite chuvosa...
BILL: Isso só funciona em Paris. Nós poderíamos pegar o último avião para Paris, achar um café...
BETTY: Eu estou meio sem grana pra uma passagem de avião.
BILL: Maldição, eu também.
BETTY: Pra falar a verdade, eu pensava em ir ao cinema depois que terminar este capítulo. Você gostaria de ir junto? Já que não consegue localizar um garçom?
BILL: É uma bela oferta, mas... não posso.
BETTY: Hum-hum. Namorada?
BILL: Duas, na verdade. Uma delas está grávida, e a Stephanie —
(Campainha.)
BETTY: Namorada?
BILL: Não, não tenho namorada. Não se você considerar a puta castradora que eu espanquei ontem a noite.
(Campainha.)
BETTY: Namorada?
BILL: Mais ou menos. Mais ou menos...
BETTY: O que é uma mais ou menos namorada?
BILL: Minha mãe.
(Campainha.)
BILL: Na verdade, eu recentemente terminei um relacionamento.
BETTY: Oh.
BILL: De muito longa data.
BETTY: Sinto muito de ouvir isso.
BILL: É a primeira noite que saio sozinho em muito tempo. Eu me sinto um pouco no mar, pra falar a verdade.
BETTY: Então você não parou para falar porque é lunático ou porque tem uma filiação política esquisita? —
BILL: Não. Totalmente PFL.
(Campainha.)
BILL: Totalmente PSTU.
(Campainha.)
BILL: Posso falar pra você alguma coisa sobre política?
(Campainha.)
BILL: Eu me considero um cidadão do mundo.
(Campainha.)
BILL: Não tenho nenhuma filiação.
BETTY: É um alívio. Eu também não.
BILL: Eu voto de acordo com as minhas convicções.
BETTY: Rótulos não são importantes.
BILL: Exatamente, rótulos não são importantes. Me tome como exemplo. Quer dizer, que diferença faz se eu tirei nota quatro —
(Campainha.)
BILL: nota seis —
(Campainha.)
BILL: nota oito na faculdade, ou se eu vim de Goiânia —
(Campainha.)
BILL: Americana —
(Campainha.)
BILL: Curitiba?
BETTY: Com certeza.
BILL: Eu acredito que um homem é o que ele é.
(Campainha.)
BILL: Um humano é o que ele é.
(Campainha.)
BILL: Uma pessoa é o que é.
BETTY: Eu também penso assim.
BILL: E daí se eu admirar Trotsky?
(Campainha.)
BILL: E daí se uma vez fiz lipoaspiração em todo o meu corpo?
(Campainha.)
BILL: E daí se eu não tiver um pênis?
(Campainha.)
BILL: E daí se eu gastei um ano nas Forças de Paz? Eu estava trabalhando nas minhas convicções.
BETTY: Convicções são importantes.
BILL: Você não pode simplesmente rotular uma pessoa.
BETTY: Absolutamente. Eu apostaria que você é de Escorpião.
(Muitas campainhas tocam.)
BETTY: Escute, eu pensava em ir ao cinema depois que terminar este capítulo. Você gostaria de ir junto?
BILL: Isso parece divertido. O que está passando?
BETTY: Alguns dos primeiros filmes do Woody Allen.
BILL: Oh.
BETTY: Você não gosta do Woody Allen?
BILL: Com certeza. Eu gosto de Woody Allen.
BETTY: Mas você não é louco por Woody Allen.
BILL: Esses primeiros me dão um pouco nos nervos.
BETTY: Hum-hum.
(Campainha.)
(Simultaneamente.) BILL: Você sabe, eu pensava em ir...
BETTY: Eu estava pensando em...
BILL: Desculpe-me.
BETTY: Não, continue.
BILL: Eu só ia dizer que estava pensando em ir ao cinema daqui a pouco, e...
BETTY: Eu também.
BILL: O Festival de Woody Allen.
BETTY: Aqui no CINESESC.
BILL: Você gosta dos mais recentes?
BETTY: Qualquer um que não goste deveria ser expulso do planeta.
BILL: Quantas vezes você assistiu “Bananas”?
BETTY: Oito.
BILL: Doze. Então, ainda interessada?
BETTY: Você gosta de Chicabon?
BILL: Eu saí hoje às duas da manhã para comprar um. Você teve uma Lousa-Mágica quando criança?
BETTY: Sim! Você gosta de Couve-de-Bruxelas?
BILL: Acho que elas são nojentas.
BETTY: Elas são nojentas.
BILL: Você ainda acredita em casamento apesar dos correntes sentimentos contra isso?
BETTY: Sim.
BILL: E filhos?
BETTY: Três deles.
BILL: Duas meninas e um menino.
BETTY: Pedro, Paula e Priscila.
BILL: E você me amará?
BETTY: Sim.
BILL: E será carinhosa comigo pra sempre?
BETTY: Sim.
BILL: Você ainda quer ir ao cinema?
BETTY: Claro.
BILL e BETTY (Juntos.): Garçom!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Estação do Mosquito

Tirando o meu amigo Hélio — o Hélio Lanterneiro, como o conhecemos e chamamos em Marechal Hermes —, nem entre os moradores mais arqueológicos do bairro encontrei quem se lembrasse da Estação do Mosquito, onde, nos idos de quase tudo, existiu uma pequena plataforma de madeira, como ponto ferroviário de embarque e desembarque dos soldados e funcionários da Aeronáutica, tanto os da Intendência (que grande farra de leite em pó naqueles tempos de Aliança para o Progresso), quanto os do Campo dos Afonsos. Coisa de carbono 14, sem exagero.

Para este cronista, que vai curtindo seu qüinquagésimo oitavo ano de juventude, a tal Estação do Mosquito sempre foi apenas o campinho do rala-coco, à margem do esquálido e sujo rio Tingüi, onde bati muita bola em começos dos anos 1960.

Se isso não quer dizer nada — e não quer dizer mesmo, pois nunca passei de um enfezado beque de roça, um cegueta que jogava de óculos e que, para a alegria dos adversários, nunca disputava uma bola de cabeça, além de ser o maior colecionador de cartões vermelhos da paróquia —, lembremos que Dadá Maravilha, um dos nossos, começou ali e em outras peladas do bairro sua exitosa carreira de goleador nacional. Ou seja, ainda de acordo com o meu amigo Hélio, da Estação do Mosquito para os campos de honra mexicanos, uma glória só.

É verdade que não conheci Dadá pessoalmente. Embora ele fosse apenas dois anos mais velho do que eu e morasse quatro ruas depois da minha, não éramos da mesma patota, como se dizia então. Para dizer tudo, nunca cruzei com ele nessas furiosas partidas de futebol, só nos conhecíamos de vista.

Depois de famoso, a turma da inveja por aqui entrou a vender o peixe de que Dario, segundo eles um tremendo perna-de-pau em garoto e rapazola, era invariavelmente barrado nas peladas do lugar. Deve ser mentira. Se eu entrava até de bengala em campo, como é que iam barrar aquele cara impetuoso e fominha de gol, ainda que não fosse um virtuoso com a bola nos pés? De qualquer modo, são águas passadas, e o grande Peito de Aço já deu uma resposta à altura a esses comentários maldosos.

Lembram-se da frase? Acho que era assim: “Nunca aprendi a jogar futebol, pois perdi muito tempo fazendo gols.” O homem estava certo, até o momento ele só perde na artilharia para o Pelé e o Romário. E é uma pena que só tivesse ficado no Flamengo a temporada 1973-1974, justamente quando o Galinho de Quintino começava a pôr os esporões de fora.

Quanto à Estação do Mosquito, onde hoje se acham muito bem plantados vários prédios de apartamentos, restou completamente sem memória, apesar de toda a curiosidade do nome. Que pode ter havido naquele pedaço de várzea antes da criação de Marechal Hermes? Mistério a ser pesquisado. Nos sistemas de busca internéticos não encontrei nada. O jeito é apelar para os velhos métodos: vou perguntar ao bispo.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Meu Dia de Hoje ou de Ontem

Bem, nada melhor que em pleno domingo sua cabeça esteja estourando de dor.
Quando se vive uma vida meio agitada, especialmente aos sábados, você não se dá conta das consequencias de tal atitude.
Pois é, minha cabeça dói, e tudo que me lembro agora é que fui ontem ao aniversario do meu primo, até então tudo parece muito normal, mesmo porque aniversario é sempre aniversário.
Bem , mas ao chegar já senti que aquilo não ia prestar, mas como estava com fome fiquei pra poder comer do churrasco. Comecei a beber, estava bebendo um bacardi meio esquisito, tinha gosto de campari, horrivel! O engraçado é que depois ele começou a ficar bom, bem depois, acho que umas sete doses depois.
E bem nessa hora mesmo que ele começou a ficar bom, ou eu, nao sei, rsrs, comecei a trocar ideia com uma das poucas meninas de cabeça boa que estava lá e até que conversamos muita coisa legal, especialmente sobre a parada da doença do meu avô e se nao me falha a memória o nome dela é Marisol, muito gente boa.
Minha cabeça logo depois disso começa a dar sinais de que já estava passado o limite, mas quis confundir minha cabeça e fiz um jogo com ela e diante daquela meninada toda eu fui permanecendo.
Foi quando lá por volta das seis e pouca o porcão, um amigo de uma amiga, me chama pra eu ir com ele buscar uma parada, eu que nao sou bobo, já sabia o quê era e fui, eu queria mesmo. Fomos eu, pocão, chocolate e mais um outro cara. Eu comprei uma bucha de beck brutal, eles compraram beck e um pouco do branco. Como sou um homem previnido sempre carrego na minha carteira um pouco de seda, nunca sei quando vai ser a proxima vez, daí fumamos e fumamos muito, e eles ainda iam cheirar, e lógico que me coloquei na reta, mesmo porque eles fumaram quase a metade da minha bucha.
Fomos pra um posto totalmente loucos e entramos no banheiro, dois em dois, cheiramos.
E já curtindo uma onda, dentro do carro, tudo maneiro, vai que cai a bomba....
O chocolate, que também se nomina como antonio, chegou e falou assim para mim " eu te conheço bastante meu irmao". Putz!!!! Nessa hora passa mil coisas na minha cabeça, nao sou um cara de um passado nem um presente admirável, e isso é um fato notório aqui na região, mas aí eu falei " ah é?!! E de onde você me conehce bastante???"
Ele então vai e solta o verbo " sou o pai da sua afilhada, a filha da flavia"
Caraca!!!!!! O que um beck não nos proporciona, momentos como esse nunca iriam acontecer, nunca mesmo. A flavia é uma amigona minha, muito amiga mesmo, e está grávida e o chocolate que é o pai, mas nao quer assumir e eu serei o padrinho da pentelha, então estava puto com esse cara, nao sabia quem ele era, mas queria muito conversar com ele, falar muitas coisas na cara dele saca, mas a flavia nao deixava.
Começamos entao a rasgaçao de sebo, falei muita coisa com ele, e ele ouviu tudo, me mostrou também seu ponto de vista e o pricipal, a versão dele da história. E mesmo muito louco, nós dois, eu vi que ele é um bom rapaz, gostei de verdade.
Voltamos pra festa, estava bombando, meninada louca, galera bebada, me sentia em casa praticamente, quando subimos as escadas nós quatro jutnos, a maresia vinha junto pra nos condenar e todos ficaram pirados, uns inclusive até queriam, sei que no final eu acabei dando uma parte pra eles usarem.
Sei que quando subi estava tocando um trance muito maneiro e me deu uma vontade maluca de dançar a noite inteira, mecher todo meu corpo e fazê-lo usar ao som daquela batida...Dei uns passinhos e me despedi da galera, nao podia ficar mais ali, ou então ia acabar falando besteira com mais gente....
Fui caminhando, fumando um cigarro e pensando no dia que eu tive, especialmente na amizade que eu fiz...

yuri rabelo

sábado, 24 de fevereiro de 2007

PUNHETA E POESIA NOS TEMPOS DA ESCOLA

Ah! Mari Laura... Faz muito tempo, tinha catorze anos na época e estava definhando por causa da punheta. Mari Laura era a musa da vez. Estudávamos na mesma classe, sendo que ela era mais velha e ostentava um corpo de mulher. Seios grandes, quadril arredondado e lábios enlouquecedores. Pensava em mil maneiras diferentes de comer Mari Laura e em cada novo pensamento você já sabe... era pela manhã, pela tarde e sem faltar à noite. No final do dia os jatos nem tinham mais força para sair, tamanha era a tara que eu tinha por minha colega.

Em uma monótona aula de Geografia resolvi descobrir meus dotes literários e fiz um poema erótico para Mari Laura. Erótico era eufemismo. O poema era pura putaria mesmo. A imaginação corria solta. Após contemplar minha obra finalizada comecei a prever o futuro. Manchete dos principais jornais do Brasil: “Adolescente superdotado da literatura surpreende o mundo”, “Brilhantismo de aluno alavanca vendas de livros”, “Poeta mirim concorre ao Nobel da literatura”, “Explosão de vendas dos livros de poesia”. Sonhava com o sucesso inerente da minha descoberta. E eu nem sabia que tinha tanto talento. Podia prever muitas mulheres, carros, mulheres, fama, mulheres, dinheiro e mulheres. Não precisaria mais me punhetar o dia todo graças a uma poesia... Claro que muitas viriam após.

A hora do recreio chegou e saí com a cabeça erguida da sala. Meus colegas, coitados, pobres mortais. Não dizem que os grandes escritores são imortais? Pois então alcancei a imortalidade. Passei todo o recreio viajando literariamente na maionese. O sinal tocou e voltei para a sala. Procurei minha obra prima para mais uma vez contemplá-la. No caderno, na pasta, no chão, na mesa do vizinho... O desespero começou a bater quando avistei minha folha. Três filas à direita em diagonal, minha poesia descansava nas mãos de Mari Laura. Seus olhos faiscavam de raiva. Até hoje não sei como aquela porra foi parar lá. Colegas meus? Dela? Ela mesma? O fato é que fui descuidado e provavelmente deixei minha arte dando sopa em cima da mesa. Algum filho da puta viu e foi entregar.

Estava frito! O colégio era de freiras e certamente Mari Laura iria me delatar. Expulsão, perda da bolsa, uma surra daquelas em casa e sei lá mais o quê. Podia adivinhar as manchetes nos principais jornais do Brasil: “Adolescente depravado coloca em xeque a educação no Brasil”, “Estudante ridiculariza tradicional instituição de ensino”, “Descoberta nova doença mental em escola do Rio Grande do Sul”, “Escândalo na escola: além de não ter conteúdo a poesia continha erros de Português”.

O turno acabou e fui para casa completamente apavorado. Não consegui dormir e a única solução foi bater mais uma, pensei em Mari Laura lendo meu poema e tirando a roupa, bem o resto você já sabe...

No dia seguinte para minha surpresa não teve aula para minha turma. Os meninos foram levados para uma sala e as meninas para outra. A minha poesia estava na mão do Professor Israel que além de dar aula de História também era membro do serviço de orientação educacional, ou algo que o valha. Ele queria saber quem foi que tinha escrito aquela merda. Evidente que eu não era bobo, bem pelo menos não tão bobo, e sabia que ele sabia que era eu o autor. Fiquei firme e não me entreguei. Todos meus colegas ficaram petrificados e ninguém me dedurou. Não tinha idéia o que se passava com as meninas, mas estava muito apavorado para querer saber. Ameaças foram ditas e as mais variadas penalidades passaram por nossos ouvidos. Agüentamos assim até a salvadora hora do recreio.

Quando fomos dispensados para o intervalo é lógico que todos os meninos se reuniram para um conselho de guerra. A turma estava dividida. Metade queria que eu me entregasse a outra metade achava que eu deveria manter a minha posição de quem não sabe nada.

Voltamos para o massacre, o professor continuava com seu joguinho psicológico e uma hora antes da saída foi dado o ultimato. Se não houvesse uma indicação de culpabilidade todos iriam sofrem as conseqüências. E saiu da sala. Como você deve adivinhar a metade que achava que eu deveria manter minha posição mudou de idéia e agora todos pressionavam para que eu me entregasse. Quando o mestre voltou eu me entreguei. Os outros alunos foram dispensados e o professor olhou fundo nos meus olhos e falou que sabia que era eu. Filho da puta, pensei. Para que essa porra toda então! Para minha surpresa fui dispensado logo em seguida. Tentei em vão levar minha obra, mas ela ficou confiscada pela inquisição escolar. Os dias passaram monotonamente até que meus pais foram chamados para uma reunião. Novamente os pensamentos de tortura me assombraram. A merda foi jogada no ventilador. Minha mãe leu a poesia. Porra minha mãe leu que eu queria meter em tudo que era buraco da minha colega. E agora?

Que coisas foram debatidas nas reuniões do conselho de classe eu nunca fiquei sabendo, mas não fui expulso, não perdi minha bolsa e nem levei suspensão. Minha mãe ficou indignada comigo até o final do ano e meu pai só queria saber se a colega era boa mesmo. Meu pai foi legal, porém tive que prometer que nunca mais iria escrever poesias ou qualquer outra coisa que tivesse sacanagem. Minha carreira literária recém tinha começado e já estava finalizada.

A vida continuou e a conseqüência imediata do meu ato foi que a escola iniciou uma disciplina de educação sexual (acho que foi constatada que a culpa não era só minha) Evidente que eu fui “convidado” a assistir todas as aulas. Esta aventura literária quase me custou caro. O que mais me magoou foi que nunca mais recuperei o original.

E lá corria a aula de educação sexual ministrada pela irmã Apolônia: “Meninos têm pênis, meninas têm vagina”. Porra! Queria o quê? Fiz por merecer.

Quase ia me esquecendo: Mari Laura veio falar comigo depois de toda essa maratona ter finalizado. Naturalmente ela me xingou, descarregou um amontoado de impropérios, mas a última frase eu nunca mais vou esquecer na vida: “Vou dizer uma coisa, mas vê se não fica convencido: continuo te achando bonitinho”.

Mari Laura estava de quatro. Minhas mãos agarravam sua cintura minúscula enquanto eu dava estocadas sem parar. Ela gemia e este som me alucinava cada vez mais. Sua cabeça balançava freneticamente deixando os cabelos crespos dançarem no ar. Enfiava com força, a entrada e saída de ar faziam barulhos desconexos, aumentei a velocidade e a força. A bunda de Mari Laura encaixava perfeitamente no meu corpo. Cravei minhas mãos nelas, abri as nádegas para visualizar melhor o meu cacete na penetração. Tirei da frente e botei atrás, com violência, com raiva...

Então acordo... Que porra do caralho!!!!!! Tinha que acordar logo agora? Estava todo suado e com o pau duríssimo. Peguei-o com vontade e... Bem o resto você já sabe.